AS CANÇÕES DE BILITIS, de Pierre Louÿs.

Formato 21 x 14 cm — 192 p. Optei por este formato "ao comprido" para permitir que o poema em prosa e sua tradução se apresentassem lado a lado na mesma página, ocasionando economia de páginas e melhor aproveitamento do espaço de cada uma do que se os apresentasse lado a lado em páginas diferentes.
Capa impressa em duas cores (preto e vinho) sobre papel vergê beige.
Miolo impresso em vinho sobre pólen 80 gr.
Tipo Southern, em todo o livro, inclusive capa. Itálico no texto em francês.
Ilustrações: gravuras de Balluriau reproduzidas nas páginas titulares, de créditos, do colofon e algumas brancas, além da capa e quarta capa.



Capa


Página de Créditos


Página titular, com a dedicatória do autor


Cada página apresenta o poema no original francês — em itálico e em bloco de texto mais estreito e mais comprido — e na tradução em português. No pé da página, alinhado com o poema em português, o fólio e o nome do capítulo.


Primeira página do sumário, bilíngüe.


Em 1894, Pierre Louÿs, um dos maiores nomes da literatura francesa do final do século passado, publicava a tradução dos poemas de Bilitis, poetisa grega contemporânea de Safo, precedida de uma biografia. Só um ano antes de sua morte revelava que a obra era de sua autoria, e Bilitis, uma personagem fictícia.

Livro de erotismo ímpar. Louÿs consegue ser sutil sem recair na timidez. Os amores ingênuos nos campos da Panfília, a paixão homossexual por Mnasidika e as orgias cortesãs de Chipre são apresentadas vivamente em descrições cruas ou ricas metáforas, mas com absoluta delicadeza. Um livro, como poucos, delicioso.

(Jerônimo Teixeira, Segundo Caderno, Zero Hora, 19/12/94).

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